Board Track

Atualizado: 14 de jul.


As corridas de motos nas pistas Board Track, nos Estados Unidos da América, tiveram o seu inicio no fim da primeira década do século XX, atingiram o seu auge por volta de 1920 e não sobreviveram à grande depressão, tendo desaparecido por volta de 1930.


Inicialmente faziam uso de recintos construídos para provas de ciclismo.


O piso era em madeira e, devido à sua função original, a largura da via limitava bastante o número de pilotos que podia partilhar a pista, dois de cada vez na maioria dos casos.


INDIAN Eight Valve, 1913, uma das primeiras motos de Board Track


O aumento da popularidade desta modalidade implicou a construção de recintos próprios para o motociclismo e que, posteriormente, viriam, também, a ser utilizados para corridas de automóveis.



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Os Motordrome inspiravam-se nos Velódromos europeus, o piso era em madeira (pranchas de 51 mm x 100 mm), o desenho era usualmente oval ou circular, os perímetros variavam e podiam chegar a cerca de 2 milhas (3,2 km) – normalmente tinham 0,5 milhas (0,8 kms), 1 milha (1,6 kms), 1,25 milhas (2 kms), 1,5 milhas (2,4 kms) e os maiores 2 milhas (3,2 kms) -, uma das principais características era o grau de inclinação das curvas que era, normalmente, de 45 graus e que podia chegar, nos casos mais extremos, aos 50 graus.


Estes traçados já permitiam mais concorrentes em pista, o que juntamente com o grau de inclinação das curvas permitia estonteantes, em 1915, velocidades médias superiores a 160 km/h.


As motos utilizadas não tinham travões nem suspensão e eram rebocadas por outras motos para por o motor em funcionamento.


As marcas (HARLEY DAVIDSON, INDIAN, EXCELSIOR, etc...) que disputavam o mercado, enfrentavam-se nestes recintos lutando pela imagem de vitória que viesse a favorecer a actividade comercial.


INDIAN Cyclone da colecção de Steve McQueen, era capaz, em 1911, de atingir os 180 km/h


Até 1929, pelo menos, 24 pistas tinham sido construídas ao longo dos Estados Unidos da América.


O público aderiu em massa a este tipo de provas, em 1915 foi reportado um número de 80.000 espectadores na corrida de Chicago.


Os pilotos, atraídos por prémios chorudos, compareciam e punham todo o seu empenho, o resultado destes ingredientes eram corridas espectaculares.


1921, 24 de Abril, Los Angeles Motor Speedway (filme: Archive Moto)


A modalidade acabaria por desaparecer durante a grande depressão devido aos problemas económicos e também, em grande parte, pelo perigo físico que implicava.


Houve muitos acidentes mortais que vitimaram pilotos e público.


HARLEY DAVIDSON, 1923


Devido a esta circunstância os Motordrome passaram a ser chamados, na gíria, de Murderdrome!


Os acidentes mais graves de que há memória, nesta modalidade, foram:


- em 1912 em Newark (Nova Jersey), Eddie Hasha (INDIAN) entrou pelo público dentro, arrastando outro piloto Johny Albright, ambos morreram, tendo vitimado mais 6 pessoas entre o público;

- em 1913 em Ludlow/Lagoon Motordrome (Kentucky), Odin Johnson colidiu contra um poste de iluminação, a moto incendiou-se e o rescaldo foi a morte do próprio piloto mais 8 mortes entre o público para além de um número indeterminado de feridos.


Os pilotos cujos nomes aparecem apenas em rodapé na história do motociclismo, eram, usualmente, jovens agricultores provenientes das quintas próximas dos eventos, alguns dos mais notáveis foram: Jim Davis, Gene Walker, Fred Ludlow, Albert “Shrimp” Burns, Ralph Hepburn e Ray Weishaar.



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