1968, SUZUKI RP68 (50cc), uma obra de alta relojoaria

Atualizado: 24 de jun.


Em 1967, a FIM fez saber que a partir do ano seguinte (inclusive) os motores das 50cc do Campeonato Mundial de Velocidade só podiam ser monocilindricos com caixa de velocidades de, no máximo, seis relações.


Foi o fim de uma era em que os motores multiplicavam o número de cilindros por forma o obter potência, sendo que esta solução implicava a lidar com faixas de utilização (em rpm) mínimas que obrigavam a multiplicar o número de relações de caixa.



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Quando a FIM publicou esta regra, a SUZUKI já tinha o desenvolvimento do protótipo, para utilizar no ano seguinte, num estágio avançado.


A RP68 ficou pronta no fim de 1967 mas nunca chegou a competir, era uma moto extraordinária, não só pela complexidade de construção mecânica, mas também pelas performances alcançadas.


O motor, 2T, tinha 3 cilindros de refrigeração liquida, admissão por 3 válvulas rotativas, desenvolvia uma potência máxima de 19 CV às 20.000 rpm e tinha uma faixa de utilização de 500 rpm (!!!) que implicava uma caixa de 14 velocidades, embraiagem a seco e uma velocidade máxima de 200 km/h!!!



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