MONARK Crescent 500 GP, 1973, quando ainda existia espaço para a liberdade criativa!

Atualizado: 14 de jun.



Em 1972/3, numa altura em que as marcas japonesas já dedicavam um grande esforço financeiro no desenvolvimento das motos de competição, subsistiam, ainda assim, alguns artesãos com ideias próprias que lutavam contra a maré e que, em grande parte, eram o cerne do charme do 'Continental Circus'.



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A MONARK foi uma marca sueca que produziu algumas motos offroad que ficaram célebres tendo também desenvolvido esforços no campo do motociclismo velocidade.


No inicio da década de '70, acordou com Rudi Kurth o desenvolvimento de uma moto revolucionária.


Rudi Kurth notabilizou-se como piloto e grande inovador técnico nos sidecar de velocidade.


Como curiosidade, Dane Rowe foi sua esposa e, simultaneamente, passageira do seu sidecar nas corridas.


Nos GP, Rudi apresentava-se com uma carrinha Citroen DS transformada pelo próprio em oficina e transporte para a equipa...


Recorrendo ao seu conhecimento de aerodinâmica, proveniente dos seus projectos 'streamline' para os sidecar, Rudi Kurth projectou uma moto muito baixa, uma 500cc com a altura de uma 50cc, equipada com um motor CRESCENT (2T, 3 cilindros, 75CV) de origem náutica.


O peso a seco era de apenas 100 kgs, o que para uma moto desta cilindrada, por si só, revela o engenho aplicado neste projecto.


Como noutras ideias interessantes desta época, a falta de 'budget' nunca permitiu um desenvolvimento adequado e a falta de resultados acabou por matar prematuramente a ideia.



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Capa do programa do GP da Suécia, Anderstorp, 1973 com uma imagem da MONARK