A BRIDGESTONE e as motos!

Atualizado: 13 de jun.



A BRIDGESTONE é uma marca japonesa bem conhecida como produtora de pneus (em 2015 foi considerada como o maior fabricante mundial de pneus, ligeiramente à frente da MICHELIN).


Na verdade a empresa, fundada por Soichiro Ishibashi (ishi significa pedra/stone e bashi significa ponte/bridge) em 1931 iniciou a sua actividade como trading de peças auto e produtora de pneus.


O que é menos conhecido é que a BRIDGESTONE produziu motos!


Depois da II Guerra Mundial, em 1946 a empresa iniciou a produção de bicicletas com motor (tipo 'clip-on') e entre 1958 e 1971 produziu motos.


As motos foram essencialmente comercializadas nos EUA.


No Japão, onde o mercado interno era, na altura, muito grande, nunca tiveram expressão comercial devido ao conflito de interesses com as outras quatro grandes marcas japonesas que ameaçaram deixar de comprar pneus à BRIDGESTONE se a empresa insistisse no mercado caseiro.



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1973 Spa-Francorchamps, Jos Schurgers, Bridgestone 125cc


Nos EUA ganharam alguma expressão comercial, devido principalmente à gama introduzida a partir de 1964 e que sofreu poucas alterações até 1971.


As motos tinham boa qualidade de construção e prestações de grande nível.


Os motores utilizados eram 2T, capacidade compreendida entre 50cc e 350cc, com admissão por válvula rotativa.


A partir de 1971, a BRIDGESTONE deixou de produzir e comercializar motos. De facto, deve-se considerar que este segmento nunca foi uma prioridade para a empresa.


Na altura, nos EUA, a 350 GTR custava cerca de 900 USD enquanto as HONDA e YAMAHA concorrentes custavam menos 200 USD.



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