1986, Paso, o re-despertar da DUCATI

Atualizado: 5 de jul.



A DUCATI Paso 750 foi introduzida no mercado em 1986 com o slogan: “O nosso passado tem um grande futuro”. De facto a DUCATI passava, nessa altura, por um processo de re-estrutração fruto do “takeover”, devido a dificuldades financeiras, por parte dos irmãos Castiglioni, Grupo CAGIVA, a PASO é primeiro produto a que esta alteração deu origem.


A escolha do motor recaiu sobre o grupo propulsor já utilizado nas Pantah e também nas 750 F1, com algumas alterações: o cilindro posterior rodou 180 graus por forma a alojar os carburadores na parte interna do V.


O project leader deste modelo foi Massimo Tamburini, tendo-lhe sido dadas instruções claras para agitar as águas.


Assim, Tamburini, projectou uma moto totalmente carenada, com todos os elementos mecânicos escondidos.


Outra característica particular desta moto foi a utilização de rodas 16”.


A origem do nome está ligada à lenda do motociclismo italiana: Paso era o diminutivo de Renzo Pasolini, piloto que faleceu no fatídico acidente de Monza em 1973, acidente em que também faleceu Jarno Saarinen.


Apesar da estética, para muitos, cativante, o percurso comercial deste modelo foi mau: entre 1986 e 1988 foram apenas vendidas 4.863 unidades…


Para a substituir, tentando ultrapassar o problema das fracas prestações: cerca de 70 CV, em 1989 entrou no mercado a Paso 906 de refrigeração liquida, 1.802 unidades produzidas entre 1988 e 1989, finalmente, em 1991 foi apresentada a última versão: a Paso 907 i.e (injecção electrónica) com 90 CV e uma velocidade máxima de 230 km/h, curiosamente, rodas de 17”, até 1993 foram produzidas 2.303 unidades.


Hoje a DUCATI Paso 750 é considerada um modelo icónico e clássico.


O mesmo desenho serviu ainda para produzir as CAGIVA Freccia C9, C10R, C12R e C12SP de 125cc que tiveram algum sucesso comercial e desportivo nas copas de promoção um pouco por toda a Europa.



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